A direção da filial espanhola da CGD, o Banco Caixa Geral (BCG), chegou a um acordo com os sindicatos para o despedimento de 226 pessoas, menos 48 do que inicialmente previsto, e a venda de 15 escritórios.

Fontes sindicais e fonte oficial do BCG confirmaram à Lusa estes dados, explicando que saem ainda do BCG mais 28 pessoas de 15 escritórios que vão ser vendidos à Caixa Rural de Almendralejo, num processo que se deverá formalizar em fevereiro de 2014.

Assim, globalmente, o BCG vai fechar 48 escritórios e vender 15, saindo dos seus quadros um total de 254 pessoas.

Estes são alguns dos contornos do acordo alcançado nas negociações do Expediente de Regulação de Emprego (ERE), que prevê que cada um dos trabalhadores despedidos receba indemnizações de 35 dias por ano trabalhado até um máximo de 30 mensalidades para os empregados com menos de 57 anos de idade, segundo fontes sindicais.

Para os maiores de 57 anos prevê-se indemnizações de 70% do salário bruto e um convénio especial com a Segurança Social, explicaram as mesmas fontes sindicais.

Estão ainda contempladas compensações por mobilidade geográfica, manutenção de juros de créditos e outras medidas complementares num acordo que foi subscrito por mais de 90% da representação sindical.

Fonte oficial do BCG confirmou que o acordo tinha sido alcançado «dentro do prazo previsto na legislação espanhola».

A proposta inicial apresentada aos trabalhadores no início de outubro previa o fecho de 63 dos 173 escritórios e o despedimento de 274 dos 797 trabalhadores.

Fontes sindicais mostraram-se confiantes que os 226 trabalhadores afetados pelo ERE não terão medidas traumáticas, devendo ser alcançados acordos de saída.

«As indemnizações estão acima do contemplado na reforma laboral», disse o responsável do setor de serviços financeiros da UGT, Sebastián Moreno.

Os escritórios que vão ser vendidos são 10 na província de Badajoz, 2 na de Cáceres, e um em Huelva, um em Córdoba e um Béjar.