O ministro da Economia preside esta terça-feira à assinatura do memorando de entendimento entre a tecnológica Capgemini e a AICEP - Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal para a criação do primeiro centro de serviços remotos em Évora.

A Capgemini Portugal escolheu Évora para abrir o seu centro de serviços remotos, o qual prevê criar até 150 postos de trabalho em três anos, porque a cidade apresentou fatores distintivos como a «reputação da universidade (...) e, sobretudo, as suas valências na formação académica em áreas que são determinantes para o centro, em particular em sistemas de informação, gestão e engenharia», disse à Lusa o vice-presidente da subsidiária portuguesa, Jorge Martins, na semana passada.

A escolha de Évora teve ainda a ver com as suas infraestruturas, localização e acesso simples, já que é uma cidade próxima de Lisboa, explicou o responsável.

A assinatura do protocolo inclui também o IEFP - Instituto de Emprego e Formação Profissional.

«Na prática, [o centro] vai trabalhar na área de serviços IT [tecnologias de informação] mais especializados, que podem passar pelo desenvolvimento de aplicações informáticas, projetos na ótica de chave na mão, e um modelo mais industrial a que chamamos de fábrica, que pode passar pelas áreas de testes ou de serviços remotos normais de manutenção e suporte a clientes», adiantou Jorge Martins.

O mesmo responsável esclareceu que também estão previstos «projetos que podem passar pelas áreas de investigação e desenvolvimento, aproveitando a proximidade à universidade e servir, de certa forma, de incubadora de alguns projetos de inovação que possam depois constituir-se fatores diferenciadores para a atividade da Capgemini em Portugal».

Além de António Pires de Lima, o evento, que decorre esta manhã na Universidade de Évora, conta também com a presença do secretário de Estado da Inovação, Investimento e Competitividade, Pedro Gonçalves, e do presidente da AICEP, Miguel Frasquilho.

Este centro resulta de uma parceria com a AICEP e o IEFP, a nível de organismos centrais, e do envolvimento da Universidade de Évora e das entidades locais, bem como do PCTA - Parque de Ciência e Tecnologia do Alentejo.

De acordo com o vice-presidente da Capgemini Portugal, Jorge Martins, o centro vai estar disponível, numa primeira fase, em setembro, arrancando com cerca de 50 postos de trabalho, prevendo-se que no terceiro ano integre até 150 colaboradores.