O facto de a avaliação de desempenho figurar como primeiro critério para o despedimento por extinção de posto de trabalho, conforme as novas regras aprovadas quinta-feira em Conselho de Ministros, é pacífico no meio empresarial.

Mas quando as empresas não dispõem desse instrumento, o critério seguinte, as habilitações académicas, já geram uma discordância frontal dos empresários ouvidos pelo Jornal de Negócios.

Apesar de os juristas contactados terem dúvidas sobre a matéria, o ministro Mota Soares garantiu ontem que não é possível criar um sistema de avaliação só para despedir. A esta altura é impossível saber quantas são as empresas que já têm este sistema de avaliação em Portugal.

Da proposta foi retirado o critério relativo à situação económica e familiar, que era um dos mais criticados.