A PCMedic, empresa de apoio tecnológico que há um ano se instalou no Fundão, pretende duplicar o número de postos de trabalho durante o próximo ano, anunciou esta quinta-feira o administrador da empresa.

«Desde que há um ano nos instalámos no Fundão, já conseguimos duplicar o número de postos de trabalho para cerca do dobro, mas temos uma expectativa de podermos voltar a chegar ao dobro até final de 2015, isto se conseguirmos fechar alguns dos projetos que estão na calha», referiu, especificando que atualmente o número é de cerca de 140 funcionários, nota a Lusa.

Filipe Barrancos também detalhou que, «tendo em conta os contratos já selados e contratualizados», a empresa está já em condições de nos próximos seis meses «criar no mínimo mais 25 postos de trabalho».

«Mas esses são os números mais conservadores, que obviamente esperamos ultrapassar largamente», sublinhou.

O administrador da empresa falava durante a cerimónia de inauguração das instalações do Centro Operacional Tecnológico do Fundão, na qual participou o secretário de Estado do Emprego, Octávio Oliveira.

Ao governante e restante comitiva, Filipe Barrancos deu a conhecer a dimensão do investimento global no Centro Operacional Tecnológico do Fundão, o qual já ultrapassa o milhão de euros.

«Só na aposta e desenvolvimento da área de soluções proprietárias, um sistema de software que mais ninguém tem nem dentro nem fora de Portugal, já investimos mais de 800 mil euros» revelou o responsável.

Em relação às novas instalações, Filipe Barrancos recordou que o espaço no Fundão tem uma área coberta de três mil metros quadrados, o que permitiu, «pela primeira vez na história da empresa, a concentração de serviços», designadamente o centro de atendimento (call center), o serviço de inovação e tecnologia (IT Service) e o laboratório de reparação de agentes internos e externos daquela empresa.

Tal foi também fator determinante para a transferência para o Fundão não só do polo de atividade que funcionava na Covilhã, bem como da própria sede da empresa.

«Encontramos aqui uma nova oportunidade de relações institucionais que nos dá uma perspetiva sobre o futuro próximo e a nível espacial resolvemos os problemas que tínhamos», referiu, destacando o papel da ação autárquica na concretização do projeto.

Presente na cerimónia, o presidente do município fundanense, Paulo Fernandes, explicou que as condições criadas se prendem com o pagamento por parte da autarquia da renda do espaço durante um ano - que implicará um investimento anual de cerca de 50 mil euros -, mais um financiamento de 15 mil euros para as obras de adaptação.

«É um investimento global na casa dos 65 mil euros, no fundo estamos a falar de um investimento que representa menos do que o custo de uma rotunda e que tem a repercussão imediata de manter nesta região a empresa, que tem uma perspetiva de crescimento brutal, o que se refletirá no número de postos de trabalho», frisou.