A fábrica que a marca sueca de calçado ECCO tem em Portugal vai contratar 300 trabalhadores e o diretor-geral dessa unidade, instalada no concelho da Feira, anuncia que será dada prioridade «à geração mais jovem».

Em declarações à Lusa, Gustavo Kremer afirma que aos atuais 861 colaboradores da fábrica de S. João de Ver se juntarão assim cerca de 300 novos funcionários «maioritariamente operadores, mas também quadros técnicos e de apoio à produção».

A seleção de candidatos verificar-se-á «sem nunca descurar o recrutamento de pessoas com experiência, que serão sempre uma mais-valia para a empresa», mas o diretor-geral da fábrica revela que, «tendo em conta a situação atual do país, com uma elevada taxa de desemprego jovem, a ECCO quer dar a oportunidade à geração mais nova».

Reconhecendo que, em 2009, a fábrica procedeu ao despedimento coletivo de 177 trabalhadores, Gustavo Kremer explica que, neste momento, a empresa está mais concentrada em «recrutar as pessoas certas para os lugares certos».

O objetivo é dar continuidade a uma série de iniciativas que a unidade «está a levar a cabo por forma a garantir a competitividade dos sapatos produzidos em Portugal». Sem entrar em detalhes técnicos, o mesmo responsável adianta que «15 milhões de euros é o valor global estimado para o projeto de renovação e ampliação das instalações da fábrica», que pretende proporcionar melhores condições de trabalho ao pessoal da casa.

«A unidade de Portugal é responsável pela produção de amostras e protótipos de todas as coleções ECCO e pelas Edições Especiais, assim como por produtos de elevado nível de exigência e complexidade», realça Gustavo Kremer.

«É extremamente importante estar perto dos mercados e a ECCO em Portugal é muito flexível, tem trabalhadores altamente especializados, ancorados com competências na arte do fabrico de sapatos», acrescenta.

Atualmente, os produtos da marca sueca são comercializados em 87 países, sendo que os seus principais mercados são os Estados Unidos da América, a China e a Rússia.

No ano passado, o volume global de negócios do grupo foi de 1.131 milhões de euros e a estratégia passa agora por dar continuidade a esse crescimento sustentado, com Gustavo Kremer a prever que, em 2014, a faturação e o lucro «sejam superiores aos alcançados em 2013».

Mais do que crescer em volume, contudo, Gustavo Kremer quer crescer em valor. «A visão do Grupo ECCO é ser a melhor empresa de calçado do mundo e não a maior», justifica.