Ernesto Marques, de 32 anos, proprietário de um bar em Chaves, decidiu promover os produtos de Trás-os-Montes, mas sobre rodas, pelo que comprou uma moto antiga, adaptou-a e percorre os eventos da região a vender castanhas, fumeiro e mel.

O projeto «Delícias sobre Rodas», segundo contou Ernesto Marques à Lusa, nasceu em novembro de 2013 e com o objetivo de dinamizar e divulgar a região de Trás-os-Montes e os seus produtos tradicionais, reinventando a venda ambulante.

Além disso, o jovem empreendedor criou, com esta iniciativa, um posto de trabalho tendo, a tempo inteiro, um funcionário que é o responsável pelas vendas.

Castanhas assadas, fumeiro, mel ou vinho são alguns dos produtos que o veículo ambulante leva às feiras, eventos ou iniciativas dos concelhos de Boticas, Chaves, Mirandela, Montalegre, Valpaços, Vila Pouca de Aguiar, Vinhais e até do Porto.

Os produtos, garantiu, são certificados e, alguns, de cultivo próprio.

«As castanhas são dos meus soutos, o fumeiro, mel e vinho é comprado a produtores locais dinamizando, assim, a economia local», explicou.

E, acrescentou, «na região há produtos de elevada qualidade que, muitas vezes, são pouco divulgados, por isso, decidimos explora-los e dá-los a conhecer».

Ernesto Marques quis também, referiu, reinventar e modernizar o conceito de venda ambulante. Por esse motivo, os cartuchos das castanhas são personalizados e o vendedor está vestido «a rigor».

Com cerca de sete mil euros de investimento, o jovem empreendedor comprou uma moto antiga, adaptou-a e, agora, percorre a região Norte sobre rodas fazendo as ¿delícias¿ dos habitantes e visitantes.

A curto prazo, explicou, o intuito é aumentar o número de quilómetros à motorizada e leva-la para a região centro e sul do país.

«Não nos queremos limitar ao Norte, mas levar o que de melhor se faz na região de Trás-os-Montes país fora», avançou.

Apesar da crise, Ernesto Marques revelou que o negócio, ainda recente, corre «sobre rodas».

As pessoas, adiantou, gostam do conceito e aderem, mas compram em pequenas quantidades devido aos constrangimentos económicos.

Para impulsionar novos negócios e fixar novas pessoas, nomeadamente jovens, Ernesto Marques considerou que a autarquia local deveria dar mais apoios.