Um dia depois de o Governo ter aprovado as novas regras de despedimento por extinção de posto de trabalho em Conselho de Ministros, o Bloco de Esquerda interpelou o primeiro-ministro, acusando o Executivo de ter aprovado medidas que são discricionários e que suportam os baixos salários.

Conheça os novos critérios para despedir

Catarina Martins sublinhou que a maioria das empresas não faz avaliação de desempenho, o primeiro critério a ter em conta, o que faz com que as habilitações e a antiguidade tenham de desempatar, num processo que a líder bloquista considera injusto.

Em resposta, Passos Coelho defendeu a avaliação de desempenho, sublinhando que é «indispensável ter a maior objetividade possível» sempre que a empresa tenha de fazer opções relativamente ao despedimento de trabalhadores.

«Eu como gestor sempre me dei bem com a avaliação de desempenho», defendeu o PM no debate quinzenal, uma declaração que gerou protestos nas bancas da oposição.

E acrescentou: «Acho bem que as empresas portuguesas que queiram ser mais competitivas e produtivas possam elas próprias desenvolver esses processos: são bons para as empresas e justos para os trabalhadores».