A Sociedade Central de Cervejas (SCC), dona da Sagres, contratou este ano 200 trabalhadores e vai contratar mais 200 nos próximos três anos, afirmou o presidente executivo, Ronald den Elzen.

O gestor falava aos jornalistas num encontro com jornalistas que decorreu em Vialonga, Vila Franca de Xira, onde é produzida a cerveja Sagres.

Este reforço dos postos de trabalho insere-se na aposta da SCC, empresa do grupo Heineken, em «crescer domesticamente». Atualmente, a empresa conta com cerca de 1.300 trabalhadores.

O executivo sublinhou que a Central de Cervejas está a contratar numa altura em que a situação do país é difícil, ou seja, em contraciclo. Até 2015, a SCC vai investir 50 milhões de euros na área industrial, montante que exclui os patrocínios e investimento publicitário.

Sobre as vendas de cerveja este ano, o presidente executivo estima uma quebra de 1%, em volume, quase em linha com o mercado cervejeiro, cujas quebras se situam entre 1% e 2%.

No canal HoReCa - Hotéis, Restaurantes e Cafés, as vendas de cerveja recuaram, mas na distribuição, que inclui hipermercados, estas aumentaram dois dígitos.

Em termos de faturação, as vendas aumentaram, disse Ronald den Elzen, que não avançou mais detalhes, uma vez que o grupo Heineken é cotado em bolsa.

No ano passado, as vendas globais de cerveja representaram 25% das vendas globais da SCC e este ano, até novembro, ascendem a 20%, de acordo com a empresa.

No segmento das águas, cujo mercado está a cair 6% e é competitivo, as vendas cresceram tanto em faturação como em volume este ano.

«É um bom ano»para o negócio da água, adiantando as vendas em volume deverão subir este ano entre 2% a 3%.

O presidente executivo citou ainda algumas inovações que ajudaram ao desempenho da SCC este ano, nomeadamente o lançamento da cerveja Sagres Radler ou as águas de Luso com sumo de fruta.