O BPI tem em curso um processo de reformas antecipadas, no qual deverão sair do banco cerca de 100 trabalhadores, disse à Lusa fonte da Comissão de Trabalhadores da instituição.

Segundo informação prestada à estrutura representativa dos trabalhadores pela administração liderada por Fernando Ulrich, o banco quer concluir este processo até junho de 2014 e serão oferecidas aos trabalhadores condições semelhantes às de anteriores processos de reformas antecipadas, como uma compensação financeira pelo facto do funcionário se aposentar antes do tempo e a manutenção do seguro de saúde até aos 65 anos.

À semelhança dos principais bancos que operam em Portugal, o BPI tem vindo a «emagrecer» a sua estrutura, através do fecho de balcões e da saída de pessoal.

O banco já levou a cabo vários processos de reformas antecipadas, com destaque para o que foi feito em 2011, em que dispensou cerca de 260 trabalhadores com o objetivo de poupar 12 milhões de euros todos os anos a partir de 2012.

Em julho deste ano, o presidente do BPI, Fernando Ulrich, disse que o plano de reestruturação do banco acordado com a Comissão Europeia obrigava a fechar 21 balcões até final de 2014 - mas que iria acontecer antes da data limite - e a reduzir o número de trabalhadores para 6.000 até fim de dezembro de 2015.

O BPI tinha 6.326 trabalhadores em Portugal, no final de setembro, menos 74 do que no início do ano, e 704 balcões, uma redução de 30 agências face ao final de 2012. Entretanto, a 29 de novembro, o banco fechou mais 21 agências.

Já em 2012, o banco tinha reduzido o quadro de pessoal, ao fechar o ano com menos 258 trabalhadores.