O BCP quer duplicar em dois ou três anos o investimento e o número de postos de trabalho gerados pelo microcrédito, apostando nomeadamente no grupo dos jovens licenciados, anunciou esta quinta-feira o presidente da instituição, Nuno Amado.

De acordo com o responsável, que falava aos jornalistas à margem de uma conferência sobre microfinança, desde a criação desta área no BCP - há cerca de nove anos - foram já criados mais de 4.000 postos de trabalho, com mais de 20 milhões de euros investidos neste tipo de processos.

«O nosso grande desafio passa por conseguir duplicar estes números em dois ou três anos e isso significa um crescimento muito significativo do número de operações que vamos fazer nesta área», disse Nuno Amado.

Por outro lado, acrescentou, outro objetivo do BCP é «fazer mais microfinança para jovens licenciados».

Trata-se, segundo o presidente do banco, de uma área onde há uns anos atrás não havia desemprego e onde agora há um desemprego bastante grande apesar de se tratarem de pessoas bem preparadas.

«É uma praga em Portugal contra a qual queremos que lutar e ajudar a resolver», disse.

O microcrédito é uma forma de empréstimo de montantes baixos, até 25.000 euros, destinado a pessoas sem acesso ao crédito pela banca tradicional e que pretendam desenvolver uma atividade económica que crie emprego e seja sustentável.

De acordo com Nuno Amado, as taxas no microcrédito estão hoje mais baixas do que «há seis meses ou um ano».

«Não é uma área onde o banco tenha uma grande rentabilidade, devemos estar mais ou menos no breakeven [equilíbrio financeiro], no ponto morto, mas também não a queremos perder», afirmou.

A questão do microcrédito, para Nuno Amado, é sobretudo dar uma resposta de «maior inclusão social», apoiar boas ideias e conseguir que pessoas saiam do desemprego e criem o seu próprio negócio.