O BCP admite despedir menos funcionários se conseguir reduzir os custos com pessoal por outra via.

A atualização do plano de reestruturação do banco, revelada ontem pelo banco, prevê uma redução de 1.244 funcionários até 2017 e ainda um corte de 97 balcões.

Mas, em declarações à TVI, o presidente executivo do banco, Nuno Amado, admite que o corte de custos com pessoal pode ser alcançado por outras vias, o que permitiria reduzir o número de funcionários a dispensar.

Para isso, é preciso que o banco e os sindicatos cheguem a acordo. Mas a UGT avisou já que não aceitará uma redução dos salários dos trabalhadores.

Nuno Amado quer avançar com as negociações já na semana que vem.

Ontem o «Jornal de Negócios» escrevia que o BCP e o BES estavam a optar por cortes nas isenções de horário dos trabalhadores, para baixar os custos.

Desde 2011, o BCP já dispensou 1.215 funcionários e fechou quase 90 sucursais, praticamente os mesmos valores que agora vão estar em discussão.