O banco britânico Barclays anunciou hoje que vai suprimir 14 mil empregos este ano, no âmbito de um plano estratégico que inclui uma eventual saída da banca de retalho na Europa, incluindo Portugal.

Atualmente trabalham no grupo em Portugal 1.600 funcionários e continuam abertas 147 agências.



Até 2016, serão eliminados 19 mil postos de trabalho, 7 mil dos quais no ramo de investimento, onde os lucros têm diminuído.

A eliminação de 14 mil empregos este ano corresponde a 10% dos efetivos, contra os 10 mil a 12 mil despedimentos anunciados em fevereiro.

No plano estratégico apresentado hoje na Bolsa de Londres, o Barclays anunciou a criação de um bad bank com as operações que não considera prioritárias, com ativos de 115 mil milhões de libras (140 mil milhões de euros) que podem ser cedidos ou abandonados.

Entre estes inclui-se a banca de retalho na Europa (França, Itália, Espanha e Portugal).

Em comunicado, o presidente executivo do Barclays, Antony Jenkin, disse que a entidade será «simplificada» e que tenta transformar-se «num banco internacional focado em áreas onde tem capacidade e vantagem competitiva».

«No futuro, o Barclays será mais forte, mais equilibrado, estará melhor posicionado e com menor volatilidade, com mais receitas e mais crescimento», afirmou.