A Autoeuropa anunciou esta segunda-feira que vai investir 670 milhões de euros e criar 500 postos de trabalho entre este ano e 2019, disse Pedro Reis.

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O responsável pela AICEP - Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal falava aos jornalista na cerimónia de formalização da intenção de investimento da Volkswagen Autoeuropa, em que adiantou que este investimento visa «duplicar a capacidade de produção e exportação» da fabricante automóvel de Palmela.

Esta é uma candidatura de incentivos que aguarda uma assinatura formal para o contrato de investimento do grupo em Portugal.

Presente na cerimónia, o ministro da Economia, Pires de Lima, disse esperar «que este seja um sinal muito importante na recuperação do investimento industrial de longo prazo, determinante para a recuperação económica» de Portugal.

Pedro Reis, por seu lado, sublinhou que a AICEP está «disponível para estudar a possibilidade de atribuir ao eventual projeto de investimento o nível máximo de auxílio definido pela União Europeia e pelo Estado português em sede de fundos nacionais», tendo adiantado que a equipa da AICEP trabalhou «ao longo de 18 meses» com a Volkswagen Autoeuropa neste projeto.

Este investimento visa modernizar a fábrica com nova tecnologia, ou seja, introduzir plataformas que permitam à unidade de Palmela produzir eventuais novos modelos do grupo alemão.

Também o diretor-geral da Autoeuropa, António Melo Pires, destacou o «longo trabalho nos últimos 18 meses», que classificou como «decisivo para chegar a este processo».

Este investimento tem uma «importância estratégica num momento em que se modificam as premissas em termos tecnológicos, nenhuma fábrica do grupo pode ficar para trás», apontando que a produção dos automóveis assentará na nova tecnologia.

«Isto é uma intenção de investimento, seguir-se-ão as negociações», e «esperamos que dentro de pouco» tempo seja possível anunciar o contrato de investimento, acrescentou.

Na sua intervenção, Pedro Reis destacou que com esta declaração de intenção de investir, dá-se «um passo importante» em termos de captação de investimento externo, ainda por cima através do «grupo Volkswagen Autoeuropa, com uma presença estratégica e estruturante» na economia portuguesa e com um «compromisso de longo prazo», uma aposta «na qualificação de recursos» e na inovação e uma «grande componente exportadora».

A assinatura da formalização de intenções «é um marco que simboliza um momento de viragem», concluiu Pedro Reis.

Para o ministro da Economia, esta candidatura formal «tem um significado óbvio», apontando que o grupo Volkswagen já investiu, «ao longo da sua história», «mais de 3,5 mil milhões de euros» em Portugal.

«É uma etapa crucial de um investimento na exata medida em que Portugal e os portugueses, com esforço e sacrifícios, se concentram totalmente no objetivo de concluir o programa de assistência económica e financeira e não se deixam distrair por cenários académicos alternativos que, seguramente, não trariam nada de bom à capacidade de atrair investimento», apontou António Pires de Lima, na sua intervenção.

O ministro disse que à medida que se aproxima a data da saída do programa de ajustamento, Portugal avança de «uma forma mais afirmativa no radar do investimento», salientando que o projeto da Autoeuropa «merece ser acompanhado de perto para que se possa concretizar», tendo o «empenho da AICEP e do ministério da Economia».