Um administrador de um dos maiores bancos estatais chineses demitiu-se depois de inspetores do Partido Comunista (PCC) terem descoberto que mantinha «relações impróprias com várias mulheres apesar de ser casado», disse a revista chinesa Caixin na segunda-feira, escreve a Lusa.

Wang Yongli, vice-presidente do Bank of China, foi acusado de «violar as regras do partido» e «colocado em suspensão preventiva por dois anos», a pena mais severa antes da expulsão do PCC, adiantou aquela publicação, considerada uma das mais influentes na área do jornalismo económico e financeiro.

Segundo a mesma fonte, «os investigadores não encontraram nada que ligasse Wang Yongli a práticas de corrupção».

O Bank of China ocupa o 4.º lugar na lista dos mais lucrativos bancos estatais chineses.

A demissão do seu vice-presidente insere-se na persistente campanha de moralização lançada há cerca de um ano e meio pela nova direção do PCC.

Vários líderes chineses condenados por corrupção, incluindo um ex-ministro dos Caminhos de Ferro e um antigo 1.º secretário do PCC em Chongqing, Bo Xilai, foram também acusados de «manterem relações impróprias com amantes».