A Volkswagen não só vai indemnizar os clientes lesados pela fraude nos testes das emissões poluentes dos veículos a diesel, nos Estados Unidos, como vai pagar mais do que o inicialmente previsto.

No início de novembro, a fabricante de automóveis tinha anunciado uma compensação de 1.000 dólares (cerca de 882 euros) por viatura para os cerca de 600.000 automobilistas norte-americanos afetados pelo caso, bem como assistência gratuita por três anos em caso de avaria.

Agora, cinco meses depois, o jornal Die Welt, da Alemanha, noticia que a empresa chegou a acordo com as autoridades dos EUA para pagar cinco vezes mais, ou seja, 5.000 dólares, qualquer coisa como 4.400 euros.

O jornal alemão cita fontes não identificadas, próximas das negociações, adiantando que o referido acordo será anunciado e apresentado na quinta-feira para ao juiz Charles Breyer, em São Francisco, para evitar que se dê início ao julgamento no início do verão.

Para a Europa, é que não há qualquer indemnização prevista para ninguém. A Volkswagen confirmou no final do ano passado que não vai indemnizar os proprietários europeus de veículos equipados com aquele dispositivo que distorcia emissões poluentes, ao contrário do que acontece com os clientes norte-americanos. 

O grupo tem argumentado que a diferença de tratamento entre os Estados Unidos e a Europa justifica-se porque os dois mercados não são comparáveis. No primeiro caso, o diesel é um segmento minoritário. 

Na Alemanha, por exemplo, as vendas de veículos a diesel representam perto de 50% do total do mercado automóvel.

Em Portugal, há mais de 125 mil carros afetados pelo escândalo. 

Outra marca foi apanhada na fraude das emissões poluentes precisamente agora. O fabricante japonês de automóveis Mitsubishi Motors admitiu esta quarta-feira ter manipulado testes de emissões poluentes em, pelo menos, 625.000 veículos, alguns dos quais construídos para a nipónica Nissan.