Há um engenheiro da Volkswagen no centro do escândalo das emissões poluentes. James Liang foi acusado nos Estados Unidos de estar diretamente envolvido no desenvolvimento de um dispositivo que permitiu ao grupo alemão contornar as leis antipoluição norte-americanas.

Segundo o ministério da Justiça do país, o engenheiro declarou-se culpado perante um juiz do tribunal de Detroit (Michigan) para evitar julgamento.

Em troca, vai cooperar com as autoridades que estão a fazer a investigação do caso Volkswagen.

Mesmo assim, arrisca-se a uma pena máxima de cinco anos e a uma multa que pode ir até 250 mil dólares. A decisão de reconhecer a culpa pode, no entanto, atenuar a pena.

O ex-presidente da Volkswagen, Martin Winterkorn, foi formalmente acusado no final de junho. Nos Estados Unidos, a fabricante automóvel alemã deve gastar cerca de 13,6 mil milhões de euros para encerrar o processo que a coloca contra 500 mil proprietários de carros a diesel.

Em Portugal, o número de automóveis afetados pelo escândalo das emissões foram 125.491. 

A Deco considera que a intervenção que a Volkswagen está a realizar nos carros com emissões falsificadas "é inútil". A associação fala ainda de “clientes de primeira e segunda”, referindo-se às indemnizações previstas nos Estados Unidos e os reembolsos na Europa, a clientes com carros “defeito”.

O presidente da VW disse que um acordo semelhante ao dos EUA seria “inapropriado” e “insustentável” no mercado europeu.