Portugal voltou esta quarta-feira a emitir dívida de curto prazo a juros ainda mais negativos, o que quer dizer que não só não tem de pagar juros pelo empréstimo, como até conhece um alívio na hora de devolver o dinheiro.

Foram colocados 1.250 milhões de euros, montante máximo indicativo, em Bilhetes de Tesouro a três e 11 meses, segundo o IGCP - Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública.

A 11 meses foram emitidos 1.000 milhões de euros à taxa de juro média de -0,264%, inferior à de -0,135% verificada no leilão precedente desta maturidade em 19 de abril. A procura de BT a 11 meses atingiu 1.785 milhões de euros, 1,79 vezes o montante colocado.

Em relação ao prazo mais curto, de três meses, o IGCP colocou 250 milhões de euros a uma taxa de juro média negativa de -0,337%, também inferior à de -0,266%, verificada no anterior leilão comparável também em 19 de abril. O total de propostas dos investidores para esta maturidade atingiu 1.140 milhões de euros, 4,56 vezes o montante colocado.

No prazo mais longo, de referência - Obrigações do Tesouro a 10 anos - os juros ficaram abaixo dos 3%.