O resgate do BES e a capitalização do Novo Banco abriram um rombo na almofada de liquidez do Tesouro, mas o IGCP vai conseguir compensar a maior parte do impacto com o reembolso antecipado do BCP ao Estado e com o encaixe acima do previsto com os Certificados de Aforro e do Tesouro, revela o Diário Económico.

Contas feitas, a Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública estima chegar ao final do ano com 10 mil milhões de euros em caixa, menos 150 milhões do que tinha comunicado aos investidores em julho. Desse total, apenas 2,5 mil milhões de euros vão dizer respeito à linha de recapitalização da troika.

O IGCP pondera intensificar as idas ao mercado, aproveitando as atuais condições que foram pouco afetadas pelo caso BES, para aumentar o pré-financiamento das necessidades do próximo ano.