
Os Emirados Árabes Unidos (EAU) querem expandir e diversificar os investimentos e a presença em Portugal, disse esta sexta-feira o ministro dos negócios estrangeiros daquele país em Lisboa.
«Os investimentos em Portugal são novos mas nós gostaríamos de os expandir e diversificar a nossa presença em Portugal e há um elemento em que nos deveríamos focar: a forma que podemos trabalhar juntos aqui e em outros países», afirmou o sheikh Abdullah Bin Zayed Al Nhyan, citado pela Lusa, após um encontro com o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, em que foram assinados acordos de cooperação nas áreas das energias renováveis, educação e investigação científica.
«Estamos aqui com uma grande delegação e que representa o setor publico mas também o setor privado dos Emirados Árabes Unidos. As áreas de que falámos hoje foram portos e aeroportos. Analisamos também oportunidades em que podemos estar unidos nas telecomunicações, no setor bancário, que é também muito interessante para os Emirados, e falámos também do setor da energia e das oportunidades que existem em Portugal», explicou ainda o chefe da diplomacia árabe.
«Assinamos um acordo sobre energias renováveis e este é um setor que nos une. Portugal é mundialmente conhecido nas energias renováveis e este é um dos setores em que podemos trabalhar em conjunto, quer em Portugal quer em países terceiros também», disse ainda o sheikh Abdullah.
«Portugal e os Emirados Árabes Unidos trabalham afincadamente para que o comércio entre os dois países cresça muito. E quero deixar claro que Portugal vê como forma muito favorável o investimento dos Emirados Árabes Unidos e coloca à disposição dos investidores o programa de privatizações», disse Paulo Portas aos jornalistas após a cerimónia de assinatura dos protocolos.
«Estamos a trabalhar para termos um acordo de cooperação económica que deve ser assinado ainda este ano. A cooperação é excelente e apresentei ao ministro o projeto do Governo português de permitir os vistos de investimento para os que queiram fazer aquisições nas áreas do turismo, ou outras e que consigam criar postos de trabalho em Portugal», acrescentou.