"Sabemos que há casos de pessoas que têm regressado e que ficam em situação de desemprego, daí que tenhamos de encontrar soluções o mais rapido possível, procurando ajudá-los a reintegrarem-se no mercado de trabalho interno ou externo. O Governo vai estudar com muita rapidez algumas soluções, particularmente no domínio da reconversão e da formação profissional, que possam vir a atender, pelo menos, os casos mais graves", alegou.


"Não sabemos exatamente quantos foram e quantos regressaram, porque os sistemas estatísticos em Angola não funcionam com a precisão que funcionam noutros locais. Mas, sabemos que há muitos milhares de trabalhadores em Angola e também sabemos que alguns milhares, com certeza, têm regressado nos últimos tempos", sustentou.


"O Sindicato transmitiu-nos um conjunto de situações, parte delas teremos de confirmar, nomeadamente a existência de situações de abusos e de salários em atraso", acrescentou.


"Evidentemente que não temos denúncias diretas, mas vamos estar muito mais atentos", prometeu.


"As grandes construtoras, como é o caso da Soares da Costa, dizem que a conversão de kwanzas em euros demora muito tempo, mas 90 dias é muito tempo! Se fossem 15 dias era uma coisa, penso que é uma informação que não tem consistência", lamentou.


"É preciso que o Governo intervenha porque há muitas empresas, cerca de 200, que foram à falência em Portugal, levaram os trabalhadores para lá e estão a fazer o que fizeram em Portugal", alertou.


"Infelizmente, 60 por cento dos nossos filiados estão foram do país. Em Munique, a bomba também vai rebentar, porque há ali problemas muito graves com trabalhadores da construção, um setor que atravessa a maior crise de sempre da sua história", concluiu.