O governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, elogiou esta sexta-feira no Parlamento o trabalho feito pela equipa de gestão de Stock da Cunha, responsável que está de saída da instituição, e dos trabalhadores do Novo Banco na estabilização do banco.

"Faço uma homenagem ao trabalho dos colaboradores e da administração do Novo Banco", lançou Carlos Costa durante a audição anual na Comissão do Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa (COFMA).

Salientando que Eduardo Stock da Cunha está a cessar funções, o governador aproveitou para desejar um bom trabalho ao sucessor, António Ramalho.

Eduardo Stock da Cunha deixa o Novo Banco, onde estava desde setembro de 2014, para regressar ao britânico Lloyds Banking Group.

António Ramalho vai assumir a liderança do Novo Banco quando este está em processo de venda, tendo o BdP recebido até final de junho quatro propostas de compra, sem divulgar os nomes dos interessados.

O gestor presidia o Conselho de Administração da Infraestruturas de Portugal (empresa que resultou da fusão da Estradas de Portugal com a Refer).

Questionado pelos deputados sobre o processo relacionado com os lesados do BES, Carlos Costa disse que "está a ser feito um trabalho cuidadoso e silencioso" para resolver a situação.

"A última coisa que eu faria era dizer alguma coisa que prejudicasse esse trabalho. É uma obra que está em execução. Esse é o interesse nacional", vincou.

O Novo Banco é o banco de transição que resultou da resolução do Banco Espírito Santo (BES), em agosto de 2014, tendo ficado com os ativos e passivos considerados menos problemáticos.