Tomás Correia foi reeleito presidente da Associação Mutualista Montepio Geral para o triénio 2016-2019, com 59% dos votos. 

Em segundo lugar ficou a lista D, liderada por António Godinho com 21,5% (11.298 votos), e em terceiro ficou a lista C, encabeçada pelo economista Eugénio Rosa, com 16,3% dos votos (8.599).

Por fim, ficou a lista E, de Luís alberto Silva, com 3,5% do total de 52.634 votos contabilizados.

As eleições, que decorreram esta quarta-feira, ficaram marcadas por acusações de António Godinho de várias ilicitudes à lista de Tomás Correia.

A Polícia de Segurança Pública foi mesmo chamada esta quarta-feira pela lista D ao local onde decorreu a votação presencial  por suspeita de fraude.

Durante a campanha, as listas que se opõem a Tomás Correia criticaram a gestão feita por este nos últimos anos, que acusam de vários erros, e consideraram ser urgente uma renovação no grupo. 

Já Tomás Correia defendeu que a sua gestão foi a que melhor defendeu as poupanças dos mais de 600 mil associados e disse que quer fazer do Montepio o "motor da economia social" em Portugal.
 

Tomás Correia critica “constantes ataques” ao Montepio


O presidente da Associação Mutualista Montepio Geral, Tomás Correia, disse que a instituição esteve sob "constantes ataques" nos últimos meses, mas que a sua reeleição hoje mostra que "não é com maledicência que se ganham eleições".

"Tudo o que se passou desde agosto 2014 integrava já combate eleitoral. Não foi um combate leal ao Montepio, o Montepio, como instituição de 175 anos, deve merecer o respeito de todos".


Depois de durante o período de campanha eleitoral Tomás Correia se ter recusado a comentar publicamente as acusações feitas contra a sua gestão pelas listas concorrentes, hoje dedicou o seu discurso à oposição e àquilo que considerou "práticas que mais não visaram do que prejudicar o Montepio, criar dificuldades à sua imagem, à sua reputação".

Tomás Correia afirmou que houve, "ao longo destes últimos 16 meses, acontecimentos muito difíceis de estancar", acrescentando que só a "determinação" dos trabalhadores da instituição "permitiu que o Montepio, sobre constantes ataques, tivesse resistido".

Os resultados hoje conhecidos provam que "não é com maledicência, atacando a instituição, que se ganham eleições", declarou, tendo terminado o discurso a reafirmar a promessa feita na campanha de fazer do Montepio uma alavanca da economia social em Portugal.