Os ministros das Finanças da zona euro reúnem-se esta segunda-feira em Bruxelas, um dia após a vitória nas eleições gregas do partido de esquerda Syriza, muito crítico das políticas de austeridade seguidas na União Europeia.

Num encontro que se prevê curto, nota a Lusa, o principal tema da agenda é mesmo a Grécia, com o Eurogrupo a fazer um ponto da situação do programa de assistência grego, que expira dentro de aproximadamente cinco semanas, mas não haverá quaisquer decisões, até porque agora é necessário aguardar pelo novo interlocutor grego à mesa do fórum de ministros das Finanças da zona euro, face à viragem política operada na Grécia.

Nos dias anteriores às eleições antecipadas na Grécia, responsáveis europeus desdramatizaram uma eventual subida do Syriza ao poder, sublinhando «apenas» a necessidade de um futuro governo grego respeitar os compromissos assumidos pelo país junto dos seus parceiros e credores, mas agora já sabem que será com um novo governo muito crítico da política de austeridade que irão trabalhar com vista à conclusão da quinta revisão do programa grego e eventual prolongamento do «resgate».

No domingo à noite, o futuro primeiro-ministro da Grécia, o líder do Syriza, Alexis Tsipras, reiterou no seu discurso de vitória a sua intenção de renegociar com os credores uma “nova solução viável” para a Grécia, designadamente ao nível da dívida.

Na primeira reunião do Eurogrupo já com a zona euro ampliada a 19 países (a Lituânia aderiu à moeda única a 01 de janeiro), Portugal estará representado pela ministra Maria Luís Albuquerque, que na semana passada anunciou que o Governo vai pedir autorização aos parceiros europeus para proceder ao reembolso antecipado do empréstimo pedido ao Fundo Monetário Internacional (FMI), seguindo assim o exemplo da Irlanda, que também já devolveu parte dos créditos concedidos pelo Fundo antes de concluído o prazo inicialmente definido.