Pela primeira vez desde a demissão de Alexis Tsipras, o Syriza não aparece à frente das sondagens para as eleições antecipadas que foram convocadas para o próximo dia 20.
 
Uma sondagem divulgada pelo canal Mega TV dá uma vantagem de três décimas ao partido Nova Democracia, de centro-direita, o principal partido da oposição.
 
A formação que governou a Grécia até janeiro surge assim com 25,3% das intenções de voto, enquanto o partido de esquerda radical recolhe apenas 25%. Na prática, trata-se de um empate técnico entre o Syriza e a Nova Democracia.
 
A sondagem mostra ainda que o partido Aurora Dourada de extrema-direita se encontra agora em terceiro lugar, com 5,5% das intenções de voto, ligeiramente à frente do Pasok, o histórico partido socialista, com 5,3%.
 
Já a Unidade Popular, o novo partido dos dissidentes do Syriza, que se opõem ao terceiro resgate internacional ao país, regista apenas 4% das intenções de voto nesta sondagem.
 

E se o programa grego falhar?


O Fundo Monetário Internacional (FMI) alertou esta quinta-feira que, se o programa de resgate grego falhar devido a incerteza política ou a algum cansaço reformista, "pode ressurgir o 'stress' financeiro na zona euro". 

Numa nota preparatória da reunião do G20, que começa na sexta-feira em Ancara, o FMI considera que "os riscos (para a atividade económica global) continuam do lado negativo" e alerta que "a materialização de alguns destes riscos iria implicar perspetivas de crescimento muito mais fracas". 

Em particular no que se refere à Grécia, no documento que não vincula o Conselho de Administração do Fundo, lê-se que a reação dos mercados financeiros às incertezas quanto às negociações do novo programa de ajuda financeira à Grécia "foi limitada" e que "os riscos diminuíram significativamente desde o acordo para um novo programa do Mecanismo Europeu de Estabilidade para a Grécia".