O presidente do Eixo Atlântico, Ricardo Rio, considera que a TAP está a "perder oportunidades" ao suspender rotas a partir do Porto e quer que outras operadoras sejam "sensibilizadas" para preencher a lacuna deixada pela companhia aérea portuguesa.

Em declarações à Lusa, o também presidente da Câmara Municipal de Braga referiu que o fim de algumas das rotas da TAP com partida no Porto prejudicará populações, agentes económicos e terá reflexos negativos também no turismo da região.

Na página oficial na rede social Facebook, a TAP informa que a partir de 27 de março (domingo de Páscoa) suspende os voos entre o Porto e Barcelona (Espanha), Bruxelas (Bélgica), Milão e Roma (Itália) no "âmbito da otimização da sua operação de forma a melhorar a rentabilidade" da companhia.

"É uma decisão que prejudica empresas e população, tudo o que seja reduzir a oferta da TAP a partir do Porto é penalizador para a região, para os agentes económicos, inclusivamente até numa perspetiva não só de saída mas também de entrada, penalizando a promoção turística da região", considerou o autarca bracarense.
 
 

No âmbito da otimização da sua operação de forma a melhorar a rentabilidade da companhia, a TAP anunciou a suspensão a...

Publicado por TAP PORTUGAL em  Segunda-feira, 18 de Janeiro de 2016


De acordo com Ricardo Rio, "o facto de não existirem mais estas ligações é uma oportunidade que a própria TAP está a perder na medida em que, pelo que tem constatado, eram rotas que tinham uma elevada procura pelos agentes da região".

Questionado sobre se o Eixo Atlântico, enquanto entidade agregadora de municípios da eurorregião Norte de Portugal/Galiza, que tem no Francisco Sá Carneiro o seu principal aeroporto, Rio apontou que há outras companhias aéreas capazes de substituir a TAP.

"A partir do momento em que a TAP não assegura as rotas, outros agentes irão ocupar o seu espaço e é o que esperamos que aconteça", disse.

Ricardo Rio disse ainda que irão ser encetados esforços nesse sentido.

"Entraremos em diálogo com associações de município, entidades de turismo, para sensibilizar outras companhias aéreas para preencher esse espaço deixado pela TAP", adiantou.