O secretário de Estado do Emprego, Octávio Oliveira, defendeu hoje que «é importante que a educação e a formação se orientem para situações de uma empregabilidade expetável», apontando como exemplo a área da saúde.

«Há oportunidades ao nível da área da saúde, onde previsivelmente se podem vir a criar postos de trabalho, face às expetativas do envelhecimento e esperança de vida serem cada vez maiores», alegou.

No final da sua intervenção no seminário «A Educação e Formação - Uma Estratégia Para Preparar o Futuro», que decorre ao longo de dois dias em Viseu, Octávio Oliveira realçou que para além da saúde, há outras áreas a explorar.

«Haverá também oportunidades ao nível das tecnologias, face aos excecionais resultados que a indústria portuguesa tem tido na área da exportação. Estamos a falar da metalurgia, metalomecânica, eletrónica, automação, pneumática, ambiente e energias renováveis. Todas estas são áreas francamente interessantes», referiu.

Na opinião do representante do Governo, o desemprego é um problema complexo, mas que em primeira linha está sempre associado à atividade económica do país.

«No segundo e terceiro trimestre de 2013 houve um crescimento económico que fez com que 120 mil postos de trabalho fossem criados na sociedade portuguesa. O emprego está muito associado, naturalmente, ao comportamento da economia e das empresas», acrescentou.

De acordo com Octávio Oliveira, «para combater o desemprego é necessário que se criem empregos, daí que o Governo disponibilize às empresas, agentes económicos e economia social um conjunto de instrumentos de apoio à criação de emprego».

O governante destacou a medida dos estágios profissionais, desenvolvida pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional, que garante ter uma empregabilidade de 68 por cento.

«Os estágios profissionais têm comprovadamente uma empregabilidade de cerca de 68 por cento, quando os jovens três meses depois de concluir os seus estágios obtém o ingresso na vida ativa», concluiu.