O presidente executivo e os restantes administradores da EDP vão manter as suas remunerações até 2017, tanto a fixa como a variável, segundo a política de remuneração da empresa aprovada esta terça-feira em assembleia-geral.

O atual presidente executivo da EDP, António Mexia, foi reconduzido por mais três anos à frente da elétrica, com 99,63% de votos favoráveis.

Segundo a declaração aprovada na assembleia magna, António Mexia irá ter uma remuneração fixa anual de 600 mil euros, «valor já praticado nos últimos três mandatos, ou seja, desde 2006», sendo que o valor máximo, incluindo o vencimento variável, não poderá ultrapassar os cerca de 1,9 milhões de euros.

Os restantes administradores executivos terão uma remuneração fixa anual de 480 mil euros e não poderão ultrapassar os cerca de 1,5 milhões de euros anuais com o rendimento variável.

Em relação à remuneração fixa agora aprovada, a EDP adianta que, «como resultado desta decisão, no final do mandato em curso esta componente da remuneração, e por arrasto, o limite máximo da compensação total dos membros do conselho de administração executivo, será a mesma, em termos nominais, durante 12 anos consecutivos».

No total, a EDP não pagará anualmente mais de 11,2 milhões de euros, «assumindo que se mantém o atual número de administradores».

A empresa refere que para chegar a estes valores, durante o ano passado, a comissão de vencimentos do conselho geral e de supervisão «realizou diversas reuniões, nas quais foram efetuados exercícios de benchmarking (análise de regras), quer com empresas de dimensão semelhante do PSI 20 quer com empresas congéneres estrangeiras, nomeadamente espanholas e/ou que integrem o Eurostoxx Utilities, destinados a avaliar a adequação da política de remuneração».

Na assembleia-geral, também foi aprovada a distribuição de 676,5 milhões de dividendos aos acionistas.