Menos otimismo esta quinta-feira nas bolsas europeias. O PSI20 abriu a subir 0,17% para 4.447,39 pontos e tem mantido a linha de água.

A Europa negoceia no vermelho, cumprindo o receio dos analistas de que as últimas sessões –  apesar de muitos investidores terem integrado a possibilidade de um Brexit – tinham sido só um ligeiro fôlego e o efeito da saída do Reino Unido da União Europeia está presente no mercado.

Em Lisboa, e tal como ontem, é o BCP e as energética que empurram o índice mas sem sinal muito definido.

O BCP ainda não conseguiu escolher um rumo desde a abertura e negoceia na linha de água. Com o título novamente abaixo dos 2 cêntimos a valer cada 0,0189 euros.

Isto num dia em que se vai ficar a saber, afinal, quando interessados há na compra do Novo Banco. Os potenciais seis candidatos à compra deveriam entregar ofertas, mas é pouco provável que todos o façam. E se as propostas forem insatisfatórias, o Banco de Portugal pode avançar para a dispersão em bolsa, como noticiou o Negócios, mas só no final do Verão.

Na energia mede-se o pulso ao valor da matéria-prima lá fora. Se é verdade que tanto o Brent em Londres como o crude em Nova Iorque negoceiam acima dos 49 dólares por barril, também é certo que a tendência é de baixa e por cá as energéticas ressentem-se.

A EDP, uma das vencedoras da semana desce 1,09% para 2,721 euros mas a Galp já recupera e sobe 0,04% para 12,450 euros.

E dos títulos em baixa no índice português a esta hora, a nota vai também para a Pharol. Desce 1,9% para 0,103 euros depois de ontem o tribunal da justiça do Rio de Janeiro ter deferido o pedido da Oi – a operadora brasileira da qual a Pharol é a maior acionista -  de proteção contra credores.