O presidente executivo da EDP, António Mexia, pode ganhar até 2,6 milhões de euros em 2016, entre remunerações fixas e variáveis, mais 600 mil do que em 2015, de acordo com a proposta de remuneração aprovada esta terça-feira.

A proposta da comissão de vencimentos da EDP vem na sequência de um estudo que sugere que, "para alinhar a atual política com as praticadas no mercado, são necessários alguns ajustamentos ao nível da remuneração fixa e dos indicadores de desempenho utilizados para o cálculo da remuneração variável anual e plurianual".

Esta proposta foi aprovada com 99,65% do capital representado na reunião de acionistas, que também aprovaram as contas relativas ao exercício de 2015 e a distribuição de um dividendo de 18,5 cêntimos por ação.

De acordo com a proposta de remuneração, o ordenado fixo anual de António Mexia em 2016 e 2017 sobe para os 800 mil euros, mais 33% face aos 600 mil em 2015. A este montante soma-se uma componente variável, que pode ser o dobro da parte fixa, e depende da avaliação do desempenho do conselho executivo.

Já o administrador financeiro (CFO), Nuno Alves, e o presidente da EDP Renováveis, Manso Neto, vão receber 560 mil euros de remuneração fixa anual cada. Os restantes elementos do conselho de administração executivo têm uma remuneração de 480 mil euros.