Os principais diplomatas europeus, representantes dos 28 países membros da União Europeia, decidiram prolongar o embargo económico à Rússia até 31 de janeiro de 2017, ou seja, por mais seis meses. A manutenção dos conflitos no leste da Ucrânia está na origem desta decisão.

O acordo foi alcançado esta terça-feira, segundo fontes citadas pela AFP. Porém, a decisão ainda terá que ser formalizada pelo Conselho Europeu, o que poderá acontecer no final desta semana. 

As sanções económicas foram impostas à Rússia em julho de 2014, em resposta aos ataques armados na fronteira do leste da Ucrânia e à falta de cooperação na investigação sobre o abate do avião da Malaysian Airlines MH17, que provocou a morte a 298 pessoas. Estas sanções vão desde a atividade bancária até ao mercado da energia e das armas.

A Organização Europeia para a Segurança e Cooperação relatou bombardeamentos, tiroteios com metralhadoras e várias explosões nas regiões de Donetsk e Lugansk, no leste ucraniano. Apesar do cessar fogo acordado em fevereiro do ano passado com os acordos de Minsk, os combates persistem ainda hoje.

O presidente da União Europeia, Jean-Claude Juncker, esteve no Fórum Económico de São Petersburgo, onde também marcou presença o presidente russo Vladimir Putin. Há, agora, expectativas para que as sanções sejam levantadas em 2017. Várias vozes levantam dúvidas quanto à manutenção do embargo se a Inglaterra sair da UE, visto que este país tem uma influência importante nesta matéria..