Durão Barroso saudou esta-sexta-feira a saída da Irlanda do programa de assistência, no dia em que o seu executivo comunitário publicou o 12º e último relatório de revisão e aprovou o derradeiro desembolso do empréstimo concedido a Dublin.

«Felicito o governo irlandês e o povo irlandês pelo seu feito. Graças aos seus esforços e sacrifícios, a Irlanda será agora capaz de se financiar através dos seus próprios esforços», declarou, acrescentando «o sucesso da Irlanda envia uma importante mensagem: a de que, com determinação e o apoio dos países parceiros, podemos e vamos emergir mais fortes desta crise profunda».

O presidente do executivo comunitário ressalvou que «o resultado de hoje não teria sido possível sem a solidariedade e apoio financeiro significativo de outros Estados-membros da União Europeia», lembrando também «os esforços e contributos do Banco Central Europeu e do Fundo Monetário Internacional» ¿ que formam a troika em conjunto com a Comissão.

Durão Barroso afirmou-se ainda «orgulhoso» do contributo da Comissão Europeia, recordando designadamente a «insistência» do seu executivo para que tivessem sido estendidas as maturidades dos empréstimos à Irlanda e reduzidas as taxas de juro (medidas que foram também aplicadas ao programa de assistência a Portugal).

Depois da Irlanda, que se encontrava sob assistência externa desde 2010, Portugal será o próximo país a concluir o respetivo programa de ajustamento, o que está previsto para junho do próximo ano.

A Irlanda decidiu em novembro passado optar pela chamada «saída limpa» do seu programa, ou seja, o regresso aos mercados sem recurso a uma linha de crédito cautelar e na data originalmente prevista.