O primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, anunciou esta sexta-feira uma ajuda gratuita ao Governo angolano de 180 milhões de yuans (21 milhões de euros) para o desenvolvimento de projetos acordados entre os dois países.

O chefe do Governo chinês, que visita Angola no âmbito de um périplo que realiza por países africanos, discursava na abertura das negociações entre os dois países no Palácio Presidencial.

No início da sua alocução, Li Keqiang reiterou o convite já feito pelo Presidente da China para visitar aquele país asiático, salientando que a sua visita servirá para planificação de projetos «de alto nível» e de longo prazo.

Li Keqiang disse que o seu Governo vai encorajar mais empresas chinesas a realizar negócios em Angola, esperando que os dois países assinem o acordo de proteção de investimento o mais rápido possível.

Segundo o primeiro-ministro chinês, atualmente Angola acolhe o maior número de empresas e comunidade chinesas, com perspetivas de aumento, o que demonstra a «solidariedade entre Angola e a China».

«Acho que Angola é um destino mais atraente das empresas chinesas, com desenvolvimento maior no futuro», frisou Li Keqiang, que defendeu o aumento e fortalecimento das cooperações de empréstimo de benefício recíproco, com vista a promover as cooperações pragmáticas das áreas da energia, finanças, infraestrutura, agricultura, urbanização e manufatura.

A aviação civil é outra área em que Li Keqiang manifestou interesse de cooperação entre as linhas aéreas de Angola e da China, com operações regionais, baseada em Angola.

O desejo de cooperação a nível dos departamentos policiais foi igualmente manifestado por Li Keqiang, para tratar as questões surgidas ao longo do intercâmbio pessoal dos dois lados e defender o interesse legítimo das comunidades.

No que se refere à formação de quadros, o Primeiro-ministro da China disse que pretendem aumentar para 100 bolsas de estudo anual, bem como reforçar o intercâmbio cultural entre os dois países.

No plano internacional, disse que a China apoia Angola a desempenhar um papel importante na estabilização do leste da República Democrática do Congo e na manutenção da paz na região dos Grandes Lagos.

Salientou que a China vai apoiar Angola na sua candidatura a membro não permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Esta é a primeira visita que o Primeiro-ministro da China realiza a África, um ano depois de o Presidente Xi Jinping ter visitado o continente africano, sendo Angola o terceiro périplo africano que já o levou à Etiópia e Nigéria, que termina no Quénia, como reporta a Lusa.