O Ministério da Saúde deve às farmácias portuguesas perto de 100 milhões de euros em comparticipações de medicamentos. As Administrações Regionais de Saúde com mais pagamentos em atraso localizam-se no Norte, Alentejo e Centro.

Só a ARS do Norte acumula um valor de 70 milhões de euros que estão por pagar desde junho.

Muitas farmácias têm suportado o incumprimento do Estado devido ao financiamento da Finanfarma, uma financeira da associação nacional de farmácias que adianta a 99 % dos associados o valor das comparticipações até ser reposto pelo estado.

Os farmacêuticos garantem que se não fosse este apoio muitas farmácias já tinham fechado.

Nos últimos cinco anos fecharam 25 farmácias. Os últimos dados da Associação Nacional de Farmácias revelam que 512 farmácias estão numa situação financeira grave: 335 farmácias foram alvo de penhora e 177 de insolvência.