
O ministério de Paulo Macedo está a negociar as dívidas aos fornecedores do Serviço Nacional de Saúde. Em troca do pagamento dos valores em atraso, as farmacêuticas perdoam cerca de 60 milhões de euros.
Segundo o «Diário Económico», das 55 empresas contactadas pelo Ministério da Saúde, 38 aceitaram negociar as dívidas. Dos 1.500 milhões de euros que a tutela recebeu no orçamento retificativo para saldar parte da dívida do SNS, 700 milhões já foram pagos a fornecedores, a maioria da indústria farmacêutica.
O restante deverá ser pago até ao final deste mês. Ainda assim, ficam por pagar 1.800 milhões de euros da dívida da saúde.
A negociação de perdões pelos valores em atraso foi uma condição imposta pela troika que só assim permitiu o uso de dinheiro do fundo de pensões da banca para saldar o que está por pagar.
De acordo com a associação da indústria farmacêutica, em junho os hospitais deviam aos fornecedores do sector mais de mil e 500 milhões de euros.
O prazo médio de pagamento rondava os 560 dias. Os hospitais de Lisboa eram os que mais deviam.
A Apifarma e a Confederação Empresarial de Portugal contestam as negociações e os descontos nas dívidas.
Contactado pela TVI, o ministério da saúde diz que não se pronuncia sobre o processo enquanto não estiver concluído.