As metas estipuladas para este ano, em matéria de crescimento económico e redução do défice vão ser cumpridas, disse hoje o ministro das Finanças. Mário Centeno, à luz da estimativa rápida do Instituto Nacional de Estatística que aponta para que o Produto Interno Bruto tenha crescido 2,8% do segundo trimestre deste ano.

"O rigor mantém-se em 2017. Vamos assim cumprir os objetivos, o que se traduzirá, inevitavelmente, numa redução da dívida pública, também ela para uma trajetória sustentável. E que no futuro permita reduzir o custo do endividamento em Portugal", disse Centeno aos jornalistas.

Após o autoelogio sobre o "melhor crescimento em 15 trimestre, superior à média europeia", Centeno diz que o crescimento hoje apresentado está, no seu conjunto, acima do que estava projetado para 2017.

Numa altura em que se prepara a proposta de Orçamento do Estado para 2018, o ministro da tutela diz que o documento "terá as mesmas exigências dos exercícios anteriores". Embora possa apresentar algumas medidas, previstas desde o início, como a redução da carga fiscal dos rendimentos mais baixos. "Essa medida vai ser concretizada e implementada", assegura.

Também as pensões devem sofrer atualizações, à semelhança do que já aconteceu este ano.

Sobre o fato de o principal componente do crescimento vir do investimento, numa altura em que as exportações caem, Centeno refere que estão de facto a cair mais "estão a desacelerar de um valor muito elevado"

O ministro fez ainda questão de frisar que Portugal começa a ter um crescimento equilibrado. Juntamente com o processo de consolidação das contas públicas é possível almejar, "crescimentos na ordem de os 2 e 2,5% (...) e é para aí que nos devemos dirigir."

Ao mesmo tempo que mantém previsão de "decréscimo significativo do peso da dívida no PIB", para próximo de 127%. É o início de uma trajetória. 

A estimativa oficial mais recente do Governo aponta para um crescimento da economia de 1,8% este ano, depois de ter crescido 1,4% em 2016. No entanto, o ministro das Finanças já tinha admitido, em entrevista à Reuters, um crescimento superior a 3% entre abril e junho deste ano, o que resultaria num crescimento anual de mais de 2%.