O Novo Banco deverá ser capitalizado à custa dos credores com dívida sénior. Ao que a TVI apurou, a medida afetará apenas os clientes institucionais, deixando de fora os particulares.

Os grandes investidores que tinham ficado a salvo na resolução do BES serão assim chamados a contribuir para os 1.400 milhões de euros que o novo banco precisa para cumprir os rácios de capital impostos pelo Banco Central Europeu.

Veja aqui a análise do Editor de Economia da TVI, Vasco Rosendo

A solução está a ser ultimada pelo Banco de Portugal e a capitalização pode chegar aos dois mil milhões de euros
Há duas hipóteses em cima da mesa: transformar parte da divida sénior em capital do Novo Banco, de acordo com a TSF. Ou transferi-la para o BES “mau”, segundo o Jornal de Negócios.

Neste segundo caso, o banco de transição deixa de ser responsável pelo reembolso e reforça os rácios de capital. Já os credores como fundos de investimento, fundos de pensões e instituições financeiras arriscam perder tudo.

A negociação das obrigações cotadas do Novo Banco esta suspensa em bolsa por ordem da Comissão de Mercado e Valores Mobiliários até que a solução seja divulgada. Terá depois de ser ultimada pelo Banco de Portugal e aprovada pelo Governo. O objetivo é evitar mais custos para os contribuintes.

O Banco Central Europeu está a acompanhar os desenvolvimentos no Novo Banco, quando se fala numa nova recapitalização da instituição cujos contornos ainda estão a ser estudados.

“Como supervisor, estamos a acompanhar os desenvolvimentos” no Novo Banco, disse à Lusa fonte oficial da entidade liderada por Mario Draghi.