Os decretos-lei que aprovam os processos de reprivatização da CP Carga e da EMEF – Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário foram publicados hoje em Diário da República, confirmando que a operação vai ser feita por venda direta.

Nota a Lusa que, o modelo prevê uma operação de venda direta de referência, a um ou mais investidores, individualmente ou em agrupamento, nacionais ou estrangeiros, com perspetiva de investimento estável e de longo prazo, assim como uma oferta pública de venda de 5% para os trabalhadores das duas empresas.

O processo de venda direta pode ser organizado em várias fases, diz o Governo no diploma, destacando como critérios de participação no concurso “a qualidade e credibilidade” do projeto de internacionalização com vista à penetração noutros mercados à escala europeia, que promovam o crescimento e desenvolvimento da economia nacional.

O preço oferecido para a compra das ações, o compromisso no reforço da capacidade económica, o conhecimento e experiência técnica e de gestão e a capacidade financeira do concorrente são outros dos requisitos, ressalvando o Governo que outras condições podem vir a ser definidas por resolução do Conselho de Ministros.

No final de março, o Partido Socialista anunciou que queria que o Governo suspendesse as privatizações da CP Carga e da EMEF, alegando "falta de legitimidade política para avançar com processos que exigem maturação", uma vez que está no final do mandato.

Também hoje em Diário da República foi publicada a nomeação de Nuno Sanches Osório como novo administrador da CP, vindo da Administração do Porto de Lisboa, e que substitui Isabel Vicente.