As subvenções vitalícias pagas aos políticos não estão contempladas na proposta de lei de corte das pensões. Na prática, isso significa que todos os deputados ou governantes que estiveram durante 12 anos em funções continuam a receber a mesma pensão.

Em comunicado, o Ministério das Finanças revela que estas subvenções não são consideradas pensões de reforma, mas antes compensações extraordinárias e que, por isso, não são abrangidas por estes cortes.

A ser aprovada, como foi entregue aos sindicatos, a nova lei vem criar outras distorções: por exemplo, o Presidente da República poderá vir a ganhar menos que a presidente do Parlamento.

No caso de cavaco Silva, uma parte da sua reforma, que é paga pela Caixa Geral de Aposentações, vai sofrer um corte de 10%, mas a parcela paga pelo Banco de Portugal mantém-se.

Já no caso de Assunção Esteves o valor mantém-se idêntico, já que recebe uma reforma pelo tempo em que foi juíza, um grupo profissional que ficou fora destes cortes.

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