A chanceler alemã, Angela Merkel, admitiu esta quinta-feira implementar um salário mínimo na Alemanha, concedendo a uma das principais exigências do seu provável parceiro de coligação, os social-democratas, que defendem um valor de, pelo menos, 8,5 euros por hora.

«Os social-democratas recusam-se a concluir as negociações sem a introdução de um salário mínimo universal», disse a chanceler, comentando as negociações em curso com o partido de Sigmar Gabriel, que deverá ser o futuro vice-chanceler num governo de coligação.

A chanceler sublinhou que se tinha oposto à medida e acrescentou que o seu partido ainda vai «tentar tudo para que a medida não acarrete a perda de empregos».

Merkel ganhou as eleições de 22 de setembro, ficando à beira de uma maioria absoluta, o que obrigou a que a sua CDU entrasse em negociações com o Partido Social Democrata (SPD, no original em alemão).

Durante as conversações, o SPD insistiu sempre na necessidade de introduzir um salário mínimo no valor de, pelo menos, 8,5 euros por hora, tendo a CDU prometido realizar uma votação interna para apaziguar a base mais cética do partido, que advoga salários definidos por indústria e por região.

Esta base argumenta que a introdução de um salário mínimo terá como consequência a destruição de postos de trabalho.