A rentabilidade dos últimos 12 meses do Fundo de Certificados de Reforma (FCR) subiu para os 3,04% em dezembro, segundo o folheto informativo mensal do Instituto de Gestão de Fundos de Capitalização da Segurança Social (IGFCSS).

Trata-se de uma descida face aos 2,68% divulgados na comunicação relativa a novembro.

A 08 de janeiro, a rentabilidade dos últimos 12 meses do FCR fixou-se nos 3,04%, com o valor da carteira do fundo dos certificados de reforma a rondar os 29,5 milhões de euros.

O desempenho mais positivo dos chamados 'PPR do Estado' em dezembro explica-se sobretudo pela subida das rentabilidades associadas a ações (para 15,27%), que atualmente apresentam um peso de 16,48% no total da carteira, e a ativos de dívida pública portuguesa (para 2,44%), com um peso que ronda os 25%.

As rentabilidades relativas a ativos de dívida da OCDE, com um peso atualmente de 52,07% na carteira, apresentou uma rentabilidade também positiva de 1,07%, mas inferior à conseguida no mês anterior, de 1,11%.

Os certificados de reforma do setor público, que entraram em vigor em março de 2008, são um mecanismo de fomento à poupança e que visa permitir aos subscritores ter uma pensão mais elevada na altura da reforma.

O instrumento, previsto na Lei de Bases da Segurança Social, é um regime de capitalização, de adesão individual e voluntária, cuja organização e gestão é da responsabilidade do Estado.

As contribuições de cada aderente são depositadas na sua conta, convertendo-se em certificados de reforma, e integram um fundo autónomo, gerido pelo Instituto de Gestão de Fundos de Capitalização da Segurança Social.

O trabalhador inscrito na Segurança Social pode optar por descontar 2% ou 4% da remuneração média ou 6% para os aderentes com 50 ou mais anos.