Os particulares colocaram mais 28 milhões de euros em certificados de aforro em junho, com estes instrumentos a recuperarem 81 milhões de euros desde o início do ano, longe dos mais de 1.700 milhões de euros perdidos em 2012.

De acordo com o boletim mensal publicado hoje pelo IGCP - Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública, o valor aplicado pelos particulares no final da primeira metade do ano atingia os 9.750 milhões de euros, mais 28 milhões de euros que em maio.

Desde o início do ano, os certificados de aforro registaram um aumento líquido nas subscrições de 81 milhões.

Apesar da melhoria, que acontece após a suspensão da subscrição de certificados do tesouro (que como tinham a rendibilidade ligada às taxas de juro das obrigações do tesouro a 10 anos no mercado secundário acabavam por não ser rentáveis para o Estado) e do aumento das taxas de juro para estes instrumentos, a recuperação é ainda muito ténue face à sangria verificada no ano passado.

Em 2012, os certificados de aforro perderam 1.715 milhões de euros, um valor muito superior ao esperado pelo Governo.

Já os certificados do tesouro voltaram a perder subscrições, com os particulares a retirarem quatro milhões de euros neste tipo de instrumentos onde já não são aceites novas subscrições.

A dívida direta do Estado (ainda não consolidada como calculada pelo Eurostat) atingiu os 206,6 mil milhões de euros, por efeito da transferência da última tranche do empréstimo internacional relativa à sétima revisão do Programa de Assistência Económica e Financeira.