O Estado arrecadou mais 131 milhões de euros em certificados de aforro em agosto, passando a deter no total 9.919 milhões de euros neste tipo de instrumento de poupança, segundo o IGCP.

De acordo com o boletim mensal do IGCP, a agência que gere a dívida pública portuguesa, hoje divulgado, os particulares investiram 191 milhões de euros (emissões) em certificados de aforro e levantaram 60 milhões (amortizações).

No total, o Estado detinha, no final de agosto, 9.919 milhões de euros neste instrumento de dívida, que pretende captar as poupanças das famílias portuguesas.

Desde o início do ano, os certificados de aforro registaram um aumento líquido nas subscrições de 250 milhões de euros.

Quanto aos certificados do tesouro, foram amortizados em agosto três milhões de euros, detendo o Estado no total 1.386 milhões de euros neste instrumento, para o qual já não são feitas novas emissões.

A dívida direta do Estado (ainda não consolidada, como calcula o Eurostat) atingiu os 207,5 mil milhões de euros no final de agosto.

Em agosto do ano passado, o Governo alterou as condições de remuneração dos certificados de aforro das séries B e C, que passaram a ter um prémio fixo a partir de setembro de 2012, ficando em ambas as séries com um retorno de cerca de 3,2%.

No caso da série B, a melhoria da remuneração traduziu-se num aumento do prémio fixo de 1,0 por cento (100 pontos base), passando a remuneração a ser de 3,2808%.

Para a série C, o Governo decidiu suspender o prémio em vigor e substitui-lo por um prémio fixo de 2,75% (275 pontos base), obtendo-se uma remuneração de 3,268%.

Tanto a série B como a série C passaram a ser indexadas a taxas de juro de curto prazo.

Na altura, o Governo esclareceu que estas condições excecionais de remuneração vigoram de 01 de setembro de 2012 a 31 de dezembro de 2016, data após a qual serão retomadas as condições originais, estabelecendo-se um limite máximo de remuneração de 5%.