O Governo dos Açores lançou esta quinta-feira, em parceria com seis bancos, uma linha de crédito de apoio à exportação de 20 milhões de euros para facilitar a colocação de produtos regionais no exterior e reforçar a competitividade das empresas.

A medida, que consta da Agenda Açoriana para a Criação de Emprego e Competitividade Empresarial, «financia 100% do valor dos contratos comerciais entre exportador e importador, acrescido do valor do prémio do seguro e traduz-se também numa bonificação de 75% do spread negociável nas operações de exportação», segundo salientou o presidente do Governo Regional, em Ponta Delgada, na assinatura dos protocolos com instituições bancárias.

Vasco Cordeiro sublinhou que a medida «vem ao encontro de outras implementadas» tendo em vista «a diminuição dos custos das empresas» e «impulsionar a competitividade». Anunciou também que está em preparação «um novo sistema de incentivos à produção e comercialização de produtos açorianos» e a criação da marca Açores, para «acrescentar valor aos produtos açorianos e serviços».

Quanto à linha de crédito para apoio à exportação, salientou que visa o «reforço da capacitação das empresas para se afirmarem quer do ponto de vista da produção de bens transacionáveis, quer do ponto de vista da sua colocação noutros mercados», destacando ainda que este tipo de medidas pretendem também criar emprego na região.

O presidente do Governo Regional lembrou outras medidas que foram criadas pelo executivo açoriano, como, por exemplo, a recente abertura da loja da exportação, mas afirmou que com a implementação destes apoios a criação de riqueza e emprego na região «não é um assunto arrumado».

«Esta é apenas parte. É apenas um dos pilares para que a nossa economia possa ser reativada e possa retomar um trajeto de crescimento que vinha seguindo até há alguns anos», afirmou, ao apelar a «uma postura cada vez mais proactiva» dos empresários e parceiros do setor «na valorização dessas oportunidades» e de «impulsionarem as ocasiões que podem ajudar a cumprir o objetivo de criação de riqueza e emprego na região», alegando que o Governo «não se pode substituir à capacidade empreendedora e ao dinamismo de cada uma das empresas regionais».