O gasto médio diário per capita (GMDpc) dos visitantes não residentes que se deslocaram a Portugal em 2013 cifrou-se em 100,22 euros, incluindo turistas (104,23 euros) e excursionistas (77,17 euros), anunciou esta quinta-feira o INE.

Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), os visitantes que se deslocaram a Portugal por motivos «profissionais ou de negócios» evidenciaram um GMDpc de 166,56 euros, mais 66,2% do que o gasto médio geral dos não residentes e mais 89,7% do que os dos visitantes não residentes excursionistas.

O modo de transporte foi claramente diferenciador no que toca ao nível de despesas, já que os visitantes por via aérea tiveram um GMDpc de 129,76 euros, superior ao registado pelos que utilizaram o meio de transporte rodoviário (47,96 euros).

Os não residentes que visitaram Portugal declararam como principais rubricas de gastos turísticos, atendendo ao valor médio diário per capita, os «transportes internacionais» (peso de 27,3% no total), o «pacote turístico» (20,1%), os «restaurantes, cafés ou bares» (16,9%) e o «alojamento» (14,1%).

No caso específico dos turistas (visitantes com dormidas), as principais rubricas de gastos foram as mesmas, mas com expressão relativa mais elevada no «pacote turístico» e no «alojamento» em detrimento dos «transportes internacionais».

Em relação aos turistas residentes em Portugal que visitaram locais no estrangeiro, destacaram-se, em termos de GMDpc, os «transportes internacionais» (18,0% do total de gastos turísticos), o «alojamento» (16,5%) e os «combustíveis» (16,0%), tendo-se verificado que esta última rubrica representou 46,3% dos gastos dos excursionistas (visitantes sem dormida) residentes em Portugal que se deslocaram ao estrangeiro.

O INE refere ainda que em relação aos residentes em Portugal que viajaram para o estrangeiro, o «pacote turístico» (10,8%) teve substancialmente menor importância relativa comparativamente com os visitantes chegados do estrangeiro e que em contrapartida, os gastos em «supermercados ou mercearias» pesaram 11,3% nos gastos turísticos dos residentes e apenas 5,0% no caso dos não residentes.