Os transportes públicos voltaram a perder mais de 11% dos passageiros no primeiro trimestre deste ano, escapando os aviões uma vez mais às quedas com um aumento de 2,5%, divulgou esta terça-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE).

De acordo com valores do Instituto, o Metropolitano de Lisboa transportou menos 7,1 milhões de passageiros em termos homólogos, num total de 34,2 milhões de passageiros, correspondentes a menos 17,1%.

A taxa de utilização fixou-se em 24%, abaixo da observada no mesmo período do ano passado.

No Metro do Porto, o número de deslocações fixou-se em 13,5 milhões, apresentando uma redução homóloga de 4,4%, tendo a taxa de utilização sido 17,3%, ligeiramente mais baixa do que a verificada no primeiro trimestre de 2012.

No conjunto, os metropolitanos de Lisboa e do Porto transportaram 47,7 milhões de passageiros, menos 13,9% em termos homólogos, acentuando-se «a diminuição no número de passageiros que já ocorreu em trimestres anteriores».

Quanto aos comboios, foram utilizados no primeiro trimestre 30,5 milhões de passageiros, menos 13,4% em termos homólogos, após reduções homólogas já verificadas ao longo dos quatro trimestres de 2012, muito devido às últimas greves que têm abalado o país.

A rede suburbana de comboios concentrou a maior parte das deslocações (89,6%) tendo transportado 27,3 milhões de passageiros, equivalente a uma perda de 13,8% em termos homólogos, assim como o transporte ferroviário interurbano registou uma diminuição de 10,1% do número de passageiros, menos expressiva que oscilações registadas nos períodos anteriores, situando-se nos 3,1 milhões de passageiros.

Nas ligações ferroviárias internacionais, que transportaram 25 mil passageiros, registou-se uma queda homóloga do tráfego de 3,8%.

Por sua vez, o transporte fluvial também manteve a redução no número de passageiros, com 5,9 milhões de pessoas transportadas, uma queda de 11%.

Já o movimento de passageiros nos aeroportos portugueses aumentou 2,5%, totalizando 5,8 milhões de passageiros, distribuídos entre 2,83 milhões de passageiros desembarcados (+3%) e 2,86 milhões de passageiros embarcados (+1,7%). O número de passageiros em trânsito direto foi 73 mil.

O aeroporto de Lisboa, acrescenta, movimentou 3,1 milhões de pessoas, correspondentes a mais de metade (54,6%) do movimento de passageiros nos aeroportos nacionais, tendo igualmente registado o maior crescimento no continente de 3,6%.

Com um aumento mais modesto, o movimento de passageiros no aeroporto de Faro subiu 1,4%, enquanto no aeroporto do Porto diminuiu 1,6% em termos homólogos.

Os principais aeroportos das Regiões Autónomas registaram «variações divergentes», tendo o aeroporto da Madeira (Funchal) aumentado os seus passageiros em 6,4% ,enquanto no aeroporto João Paulo II (Ponta Delgada - São Miguel) verificou uma redução de 4%.

Contudo, no segundo maior aeroporto Açoriano (Lajes) registou-se um crescimento homólogo de 26,4% nos passageiros movimentados.

O tráfego internacional abrangeu 82,4% dos movimentos de passageiros comerciais assinalados no primeiro trimestre deste ano, «sendo preponderante no tráfego não regular», onde concentrou 95,2% do total, diz o INE.

Já o tráfego doméstico foi responsável por 17,6% do total de movimentos de passageiros, ou seja 10,5% de tráfego territorial e 7,1% de tráfego interior.

De acordo com o INE, no conjunto dos voos internacionais no primeiro trimestre, a maioria correspondeu a voos dentro do Espaço Schengen, que totalizaram 64,8% do total de movimentos internacionais.

Os outros destinos dentro da União Europeia mas fora do Espaço Schengen corresponderam a 17,5%, enquanto os destinos fora da UE representaram os restantes 17,7% do total do tráfego internacional.

No primeiro trimestre de 2013, os operadores nacionais de transporte aéreo transportaram 49,8% dos passageiros em movimento nos aeroportos nacionais.