O presidente da comissão executiva do Banco Santander Totta afirmou esta sexta-feira que o grupo pretende aumentar este ano a linha de crédito concedida aos estudantes para que não abandonem os cursos superiores por problemas financeiros, escreve a Lusa.

Vieira Monteiro mencionou que o banco concedeu «nos últimos anos 55 milhões de euros, a uma média anual de 11 milhões» nesta linha de crédito, ao abrigo de um acordo celebrado com o Governo.

«Um dos problemas mais graves que existe é a falta de apoio, às pessoas que sentem dificuldades em pagar estudos, um em cada quatro estudantes abandonam estudos superiores por falta de dinheiro», declarou o responsável no Funchal, após uma audiência para apresentação de cumprimentos ao presidente do Governo Regional da Madeira.

Vieira Monteiro realçou que «o banco tem tido uma série de apoios para facilitar e dar condições para que os alunos estudem», tendo «terminado 2013 com 50% concedido» nessa linha de apoio.

«Pensamos que em 2014 iremos aumentar essa participação na linha para que alunos não abandonem os estudos», assegurou.

O presidente do Banco Totta referiu que a instituição tem 45 protocolos celebrados com diversas universidades, incluindo a da Madeira, visando «apoiar e criar condições para que funcionem», no âmbito da «investigação científica, atribuição de bolsas e apoio a estudantes na parte das suas dificuldades financeiras».

«Há perspetivas de aprofundar o acordo com a Universidade da Madeira», admitiu o gestor.

Sobre o objetivo da deslocação à Madeira, Vieira Monteiro mencionou que é costume o conselho de administração «visitar o banco nas várias áreas e este ano começou pela Madeira» para passar pelas várias agências no arquipélago (19) e contactar clientes.

«O banco tem uma boa quota de mercado na região, é um banco antigo, herdeiro do ¿Banco da Madeira¿, está há mais de 94 anos no arquipélago, é um banco tradicional e penso que tem contribuído positivamente para a atividade económica do país e da região», observou.

Vieira Monteiro considerou ainda que «há um bom tecido empresarial na Madeira, há pessoas com iniciativa e grupos que pensam não só na Madeira mas também no seu desenvolvimento internacional».

O presidente do Totta excluiu de momento a ideia de reestruturação do banco neste arquipélago onde tem um quadro com cerca de 100 funcionários.