A taxa de juro implícita no conjunto dos contratos de crédito à habitação diminuiu 0,011 pontos percentuais, para 1,314%, em março face a fevereiro, mantendo-se a prestação média vencida nos 241 euros, informa esta quarta-feira o INE, noticia a Lusa.

Este indicador divulgado pelo INE é uma espécie de taxa média ponderada de todos os contratos de crédito à habitação em vigor.
 
A descida registada em março prolonga a tendência decrescente iniciada em agosto de 2014 e compara com os 1,325% de fevereiro.

Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), para os contratos celebrados nos últimos três meses a taxa de juro implícita diminuiu 0,070 pontos percentuais face ao mês anterior, fixando-se em 2,917% em março.

No destino de financiamento ‘aquisição de habitação’, a taxa de juro para o conjunto de todos os contratos e para os celebrados nos últimos três meses situou-se em 1,323% e 2,867%, respetivamente (1,331% e 2,932% em fevereiro, pela mesma ordem).

No que respeita ao valor médio da prestação vencida para o conjunto dos contratos de crédito à habitação, manteve em março os 241 euros de fevereiro, sendo que, nos contratos celebrados nos últimos três meses, foi de 320 euros (330 euros no mês anterior).

Em março, nos contratos com destino ‘aquisição de habitação’ o valor médio da prestação vencida fixou-se em 262 euros, valor igual ao observado no mês anterior.

Para este mesmo destino de financiamento, nos contratos celebrados nos últimos três meses a prestação média vencida reduziu-se seis euros para 345 euros.

De acordo com os dados do INE, o valor do capital médio em dívida para a totalidade dos contratos de crédito à habitação foi de 52.849 euros em março (52.976 euros em fevereiro).

Já nos contratos celebrados nos últimos três meses, o valor médio do capital em dívida situou-se em 78.093 euros em março (78.069 euros no mês anterior).

Considerando apenas os contratos com destino de financiamento ‘aquisição de habitação’, o valor do capital médio em dívida manteve a tendência decrescente verificada desde setembro de 2011, situando-se em 59.398 euros (59.538 euros em fevereiro).

Quanto aos contratos celebrados nos últimos três meses com este destino de financiamento, o valor médio do capital em dívida aumentou 24 euros face ao mês anterior, fixando-se em 84.611 euros.

Esta manhã, a taxa Euribor voltou a renovar mínimos ao fixar-se nos -0,002%.