O aumento dos impostos sobre o tabaco vai provocar uma subida de cerca de 25% no preço no tabaco de enrolar, um das mais expressivas, enquanto o tabaco de maço tem um aumento ligeiro.

De acordo com as alterações introduzidas na proposta de Orçamento do Estado para 2014, o imposto sobre o tabaco de enrolar aumenta dos 0,065 euros por cada grama (pacotes rondam os 50 gramas, apesar de existirem versões mais pequenas) para os 0,075 euros por grama. Este tabaco tem dois elementos que afetam o seu preço, sendo que no final este imposto nunca pode ser inferior aos 0,12 euros por cada grama, quando anteriormente o mínimo é de 0,09 euros por grama.

Segundo as simulações efetuadas pela consultora PricewaterhouseCoopers (PwC) para a agência Lusa, usando o caso de um pacote de tabaco de enrolar com um custo de 5 euros, o aumento derivado do aumento da tributação seria de 25%. Neste caso, o pacote passava de um custo de 5 euros para 6,25 euros, mais 1,25 euros que em 2013.

Já o tabaco de maço, considerando um pacote de 20 cigarros com um preço de 4,20 euros, o aumento seria mais ligeiro, de apenas 0,8% ou apenas três cêntimos, para um preço final de 4,23 euros.

Isto por que apesar do Governo aumentar o elemento específico, que passa de 79,39 euros para os 87,33 euros, reduz o elemento ad valorem (para a introdução ao consumo) para 17%.

O Governo pretende ainda aumentar de 20% para 25% o imposto no preço de venda ao público sobre os charutos e as cigarrilhas.

Em média, a PwC calcula um aumento de 5% tanto para charutos como para cigarrilhas, usando os casos de charutos com um preço de 35,50 euros passaria a custar 37,28 euros.

No caso de cigarrilhas com um preço de 3,10 euros, o preço final passaria a ser de 3,26 euros.

Ainda assim, o maior dos aumentos acaba por ser no caso do tabaco para cachimbo de água, que no exemplo utilizado de um preço 4,95 euros para um pacote de 100 gramas, o aumento seria de 50% só devido ao aumento da tributação, e passaria então a custar 7,43 euros.