Quando abordamos na semana passada o tema da responsabilização, fizemos referência ao facto de que muitas pessoas desconhecem o número de créditos que têm contraídos em seu nome. Assim, queremos hoje fazer referência rápida ao Mapa de Responsabilidades de Crédito do Banco de Portugal.

Desde Outubro de 2012 que é possível termos acesso à listagem que os bancos elaboram de todos os créditos contraídos por um cliente particular. Esta lista é alimentada por todos os bancos, que fazem referência aos créditos que determinado número de contribuinte dispõe, sejam os créditos regulares ou os créditos potenciais.

Sugerimos que consulte o site do Banco de Portugal e que carregue no ícone mapa de responsabilidades de crédito que encontra à sua direita.

Bastará colocar o seu número de contribuinte e a sua senha do Portal das Finanças.

Tendo entrado na sua área reservada, irá ver a sua listagem de créditos:

Regulares ¿ Os montantes realmente em dívida a determinada instituição financeira;

Potenciais ¿ Sejam os plafonds disponíveis dos cartões de crédito, as linhas de crédito abertas com determinada instituição financeira ou mesmo a relação de fiador de um terceiro, temos aqui os créditos que poderemos vir a ter em nosso nome.

Irá conseguir observar diversas informações, como os prazos, os valores das prestações e os valores das garantias. Mais importante, poderá acontecer que a situação de determinado crédito esteja em incumprimento, a malfadada «lista negra» do Banco de Portugal. Caso algum dos créditos entre em incumprimento, terá de atuar rapidamente, para evitar despesas judiciais, juros de mora e tantos outros que os bancos resolvem que tenha de pagar.

Atenção que poderá acontecer que na sua lista não venham os créditos contraídos pelo seu marido/mulher, o que vem reforçar a importância do diálogo sobre temas financeiros.

Uma última nota: O seu esforço deverá passar por reduzir o número de linhas de crédito, sempre consciente de que terá de pagar todo o dinheiro que deve (apenas no caso das insolvências tal poderá não acontecer). Neste caso, porque não revisitar o nosso artigo sobre três pequenas ideias de poupança?