O último «dia de corrida» aos certificados de aforro e do tesouro é hoje, uma vez que o Governo vai cortar as taxas de juro associadas a este produto já em fevereiro.

O diretor da rede de lojas dos CTT, António Pedro Silva, explicou à TSF que a procura pelos produtos de investimento em dívida do Estado cresceu muito, com «mais perto de 100% a 150% de acréscimo de clientes que vêm às lojas».

O responsável admite que não se lembra de um interesse tão grande pelos certificados de aforro ou do tesouro e pede aos clientes para chegarem cedo.

Note-se que até o horário dos balcões dos CTT foi alargado, devido à afluência de clientes.

A 15 de janeiro, o Governo anunciou que iria reduzir os juros dos certificados de aforro e do tesouro, a partir de fevereiro, refletindo a redução dos custos de financiamento do Estado, um ajustamento que se limita às novas subscrições.

Na altura, no final do Conselho de Ministros, a secretária de Estado do Tesouro, Isabel Castel Branco, explicou que «o Estado tem que ser um bom gestor» e, «com um ajustamento tão forte das taxas que paga (no acesso ao mercado), tem que promover um ajustamento nos certificados de aforro e nos certificados do tesouro Poupança Mais».

A governante adiantou que as taxas sofrerão uma descida «a partir de fevereiro» e o que os valores «serão conhecidos assim que possível».

O ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares, Marques Guedes, precisou que os ajustamentos são para «os novos aforradores», realçando que «todos os atuais detentores de certificados não são afetados nas suas taxas».